Quem diria que aquela velha e cansada esperança que há 88 anos insiste em permanecer lutando no
coração do torcedor centralino, dando força, entusiasmo e acima de tudo, crédito de paciência
por um futuro vindouro de sucesso em nosso futebol pernambucano, pudesse ser renovada. Pelo
menos temporariamente posso dizer com veemência que termina um ciclo vicioso de contratações
ultrapassadas, rotativas e principalmente rotineiras, na vida do Central de Caruaru com a
vinda do novo técnico, Flávio Barros. Já se foi o tempo de certos figurões do futebol, a
exemplo dos Givanildo da vida, Simões, Espinosa, Pereira, Santos, Araújo (Cruz credo),
entre outros que se agente fosse ficar citando, haja papel e tinta para gastar.
É o começo de uma nova era, de um caminho que nós sabemos que ainda tem muitos obstáculos
desgastados pelo tempo a serem driblados, por isso, nada melhor do que dar oportunidade ao
novo e acreditar em quem pode usar metodologias diferentes daquelas de costume, para um
futuro mais glorioso. Estou otimista com o novo treinador da Patativa do Agreste para
temporada 2008. Um técnico jovem com apenas 41 anos de idade, até então desconhecido por
muitos torcedores, mas, portador de um currículo vitorioso, principalmente pra quem está
em inicio de carreira, pois bem, Flávio Barros recentemente sagrou-se campeão alagoano
(2007) à frente do Coruripe e em 2005 comandando a ASA/AL, duas equipes de futebol do
interior de Alagoas.
Flávio Barros é o ‘notável das Alagoas’ e chega trazendo na bagagem muita disposição pra
cair em campo e pegar firme no batente em busca da vitória, agora nada melhor do que ficar
reconhecido pra todo Brasil, a frente do atual vice-campeão pernambucano, mas, é obvio que
pra isso acontecer, ele terá que galgar um espaço de conquistas, através de muita luta
trabalho e dinâmica, que serão desenvolvidos no seu dia-a-dia de atividades. A esperança
do torcedor alvinegro caruaruense é renovada e cabe a nós, acreditarmos que é a largada
para a felicidade, é o começo de uma nova era implantada por uma filosofia diferenciada.
Agora para esta rapaziada ranzinza de plantão, ficar na mesmice é tolice, é continuar
remendando panos com linha fraca, é permanecer no atraso. Se vai dar certo não sei, mas
eu aprendi na faculdade da vida que não custa nada tentar, quando almejamos alguma coisa.
O medo é o pior inimigo do ser humano, ele é a principal barreira para o sucesso de alguém.
É melhor a lagrima da derrota do que a vergonha por não ter lutado.